Baseado no livro da renomada escritora francesa Colette, a história de uma cortesã em crise por ter passado dos 40 anos e que se apaixona perdidamente por um rapaz mais novo – e seu afilhado! – é a trama envolvente de Cheri. O tipo de filme que sai dos super clichês dos filmes de época e passa a ser aquele que você tem vontade de ver e rever para não perder nenhum detalhe do figurino, da decoração e tudo mais.
Michelle Pfeiffer é a obra prima do filme, linda, loira e com a dignidade mantida em rugas que mostram o passar dos anos, mas que a mantém única na tela. Os detalhes do filme, fotografia, direção de arte, figurino, decoração e trilha sonora são um luxo.
A meu ver, Cheri traz a verdade franca, como um tapa sem luva na vida das mulheres, traz para a atualidade o sonho trágico da eterna juventude, uma forma de mostrar que o tempo passa e que muitas vezes, por falta de estrutura, o amor vai com ele, sem dó nem piedade. Seria mais fácil se a gente não se importasse com as rugas que ganhamos com os anos, e nos preocupássemos apenas com o amor que sentimos por alguém – mas oi, onde é que ficaria o amor-próprio? – . Não que amar seja assim tão complicado, mas como o filme enfoca muito bem, algumas pessoas fazem muita questão que seja...
Ps.: Depois de ver o filme dá pra correr na livraria e garantir a versão em livro que a Record acabou de lançar. Já estou providenciando o meu!

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