quarta-feira, novembro 10, 2010

Filme da semana.

"Romance gótico ou comédia de costumes, “O Retrato de Dorian Gray” é uma obra em que Oscar Wilde confronta o leitor com a perfeição impossível, as convenções dispensáveis ou a mortalidade inevitável. Sempre com um tom provocador."

O interesse para assistir este filme se deu justamente por causa do excelente romance de Oscar Wilde... Porque né, os clássicos nunca morrem!!
Eu não costumo ficar fazendo comparações quando se trata de obras literárias adaptadas para as telonas, acho algo dispensável; até porque, nunca nenhuma adaptação poderá competir com todas as características e os detalhes ricos de um livro, ainda mais uma obra dessa magnitude... Não tenho muito o que falar do filme em si, afinal, a obra é de Wilde... Adorei a fotografia, o visual gótico e vitoriano é bem estampado... Tá, vamos combinar que eles pegaram meio pesado no sex, drugs and rock n’ roll, no entanto, não haveria melhor forma de demonstrar o experimentalismo e a corrupção de uma forma convincente ao público de hoje. Essa vibe sexo, drogas e valsa dá ao novo Dorian aquele ar de um tipo contemporâneo que todo mundo conhece: o superstar que se afoga e se acaba no próprio brilho. Aquele tipo de sujeito por quem a gente sente uma repulsa, um medo… Mas também uma atração violenta. E a intenção é essa. Seja o Dorian do livro ou o nosso rockstar vintage do filme, ele é o homem todo errado que você odeia admitir que ama. E como ama!!!
Eu nunca tinha visto Ben Barnes tão deuso; achei a escolha muito feliz porque ele é bonito como Dorian, mas segue os padrões de beleza atual - pelo menos os meus - tem todo aquele charme minimamente infantil, inocente e jovial, sem ficar delicado demais, e suficientemente masculino e sombrio sem embrutecer o personagem que tem ar aristocrático. Ao que me parece, a ideia era colocar no filme um Dorian que pudesse seduzir também as pessoas da nossa época, com aquele toquezinho gótico, que por mais que pareça modinha, acaba atingido a graça do público. E, oi?! Me atingiu dicumforça!
Resumindo; o filme é mais dinâmico, sim, mais extravagante, pois o cinema de hoje permite isso. Mas, é claro que não substitui a leitura do livro.

Um comentário:

Rafa Ariane disse...

Adoro o livro. É um dos meus preferidos. Deu vontade de ver o filme...